2015

Lastro

© Pedro Figueiredo

Sob um céu estranho os corpos vão ocupando um lugar e gerando a sua rotina e as suas ligações. Os movimentos dos corpos juntamente com o dispositivo cénico, criam o lugar teatral, um lugar subjetivo, em mudança, um lugar que é feito de memória. É essa memória que se persiste depois da catástrofe, as coisas mudaram e ficou apenas uma memória alastrada. Neste lugar, os corpos realizam dois ciclos em quase repetição, repetem para resistir ao final que se imagina e para que algo perdure. O apagamento final é o alastrar de uma catástrofe é sob este estado que este lugar teatral é zona de perigo e espaço de abandono. Simultaneamente previsível e imprevisível, o lastro é também o peso que afunda  os corpos e, neste caso, que os assombra. O céu pode cair e seria a ultima coisa que poderíamos prever. Como num sem-saída, não se progride, a coreografia é uma marcha num continuum infinito, não levará a lado algum.

Né Barros

Ficha Técnica

Direção e Coreografia: Né Barros
Música: Gustavo Costa
Cenografia: Cristina Mateus
Interpretação: André Mendes, Bruno Senune, Camila Neves, Elisabete Magalhães, Flávio Rodrigues, Joana Castro, Pedro Rosa, Sónia Cunha, Afonso Cunha e Katycilanne Reis (estagiários)
Interpretação Musical: Angélica Vasquez (Harpa) e Cristina Mateus (Bombo)
Desenho de luz: José Álvaro Correia
Maquinista: Filipe Silva
Produção: Tiago Oliveira
Co-Produção: Balleteatro, Culturgest, Teatro Municipal Rivoli
Circulações: Teatro Municipal do Porto – Rivoli (2015), Casa das Artes | Vila Nova de Famalicão (2016), Fundação Culturgest | Lisboa (2016), TAGV | Coimbra (2016), Cineteatro de Estarreja (2016),Mosteiro de S. Bento da Vitória (2017)

Dossier do espetáculo